quinta-feira, 13 de março de 2008

DO ELEVADOR ATÉ O HOSPITAL


Espetáculos do Festival de Teatro são apresentados em lugares inusitados

Para ler ouvindo: Obsessão - Orquestra Imperial

Como a arte imita a vida, algumas companhias participantes do Festival de Teatro decidiram se apresentar em lugares inusitados e alternativos, dando mais realidade aos espetáculos. Um exemplo disso é a peça Faces da Loucura, da Companhia Essencial de Teatro., que fez do Hospital Nossa Senhora da Luz o espaço para sua encenação. O autor e diretor, Valdir Fagundes, diz que, por se tratar de uma peça que retrata a esquizofrenia, o Hospital centenário pode ajudar a dar um clima mais verídico.


As apresentações acontecerão em um espaço do hospital onde não há internos. Os móveis foram cedidos pelo hospital, como contribuição para o cenário. Fagundes revela que a equipe médica também está auxiliando, dando consultoria sobre tema para evitar que seja cometida alguma gafe.


A Companhia Ganesh de Teatro também inovou ao escolher o elevador do Centro de Convenções como palco – não poderia haver lugar mais propício, já que o nome do espetáculo é justamente Elevador. O autor da peça, Humberto Gomes, teve dificuldades em encontrar um espaço adequado ao perfil da montagem, que tem um advogado como personagem. O Centro de Convenções supriu as necessidades e não apresentou restrições à encenação da peça.


Além das escolhas inesperadas, serão inaugurados novos teatros para dar conta da enorme demanda de peças do Festival de Curitiba – são mais de 300 montagens. O Park Cultural, por exemplo, será inaugurado no dia 18, com o show da Orquestra Imperial, que também se apresenta no dia 19. O espaço comporta cerca de 700 cadeiras (ou entre 1000 e 1500 pessoas em pé). No mesmo palco, revezam-se os comediantes do Risorama. O Mish Mash é outro evento de humor que será realizado no lugar, combinando teatro improvisado, ilusionismo, teatro físico, dança e humor.


Para mais informações quanto aos endereços dos lugares e/ou horários das peças, consulte o guia do Festival ou acesse: http://www.festivaldeteatro.com.br/.
**Texto revisado por Luciana Romagnolli - jornalista.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

EM BUSCA DE LIVROS ESTRANGEIROS À VENDA




Para ler ouvindo: Like Dylan in the Movies - Belle and Sebastian


Best sellers como John Grisham, Stephen King, Daniele Steel e Nora Roberts. Nem sempre é fácil encontrar estes clássicos em sua versão original, no seu próprio idioma. Por isso que algumas grandes livrarias daqui de Curitiba andam investindo na compra de obras estrangeiras, principalmente de ficção e arte. Procuramos algumas livrarias que possuem maiores acervos de títulos estrangeiros e destacamos as melhores.


Para compras de clássicos da literatura, o melhor acervo é encontrado nas Livrarias Curitiba. A venda de títulos estrangeiros no mês passado fechou em 1500 livros e pode ser maior até o final do ano. Entrevistamos o Diretor Comercial das Livrarias Curitiba, Marcos Pedri, que nos relatou que a venda de livros importados vem crescendo muito nos últimos anos.


As compras e pedidos dos livros de romance estrangeiros nas lojas da livraria são baseados na lista de livros mais vendidos da New York Times, “Best Seller Books”. Apesar das opções de compra, a obra mais vendida disparado é Harry Potter and the Deathly Hallows, que teve em julho do ano passado cerca de dois mil livros vendidos no idioma inglês, ao lado de obras de Dan Brown, com destaque para Código da Vinci e Anjos e Demônios. Não é difícil pensar que o idioma inglês é o de maior número de títulos, porém há uma variedade de livros em espanhol, como clássicos de Gabriel García Marques, e alguma coisa em francês e italiano.


Vender por encomenda? As Livrarias Curitiba busca vender somente o que está disponível nas prateleiras. Até é possível fazer alguma venda de título estrangeiro por encomenda, só se caso for em grande quantidade, pois um livro importado leva em torno de um mês para chegar nas lojas.


Uma exceção para quem não consegue encontrar os livros importados nas prateleiras das livrarias, é a Livraria do Chain, que fica na General Carneiro. Lá é possível fazer encomenda e, dependendo da editora, o livro pode chegar numa semana, se no caso o livro vier de São Paulo, a 2 ou 3 meses, se a encomenda vier do exterior.


Nas livrarias da Fnac, a venda de livros vem crescendo ultimamente e a dos títulos importados vem seguindo esta tendência. A loja trabalha somente com livros em língua inglesa, espanhola e francesa e o espaço destinado para estes tipos de livros andaram aumentando nas prateleiras. No ano passado, a venda de títulos estrangeiros representou cerca de 8% do número de títulos vendidos nas lojas da livraria em Curitiba, disse Susane Herr, Gerente de Departamento de Livros.


Também, não é só em livrarias que encontramos títulos importados. Uma boa opção para comprar um livro mais clássico e antigo são os sebos. A Fígaro, sebo que fica na Lamenha Lins, possui livros importados em todas as seções da loja, não só livros de literatura mas como dicionários, livros de história, entre outros. Valdeci Bitencourt trabalha na loja e contou que a procura por títulos importados é grande, quase sempre não é disponível. Os idiomas das obras variam do inglês, ao espanhol, italiano e até holandês.


Títulos antigos em latim, livros em alemão, inglês, francês, e clássicos best sellers como Stephen King e Proust são encontrados no sebo da Osório, ali na Barão do Serro Azul. Porém, os mais procurados são os livros do jovem bruxo Harry Potter e a triologia de J. R. R. Tolkien, Senhor dos Anéis. E o mais curioso é que quem procura esse tipo de literatura são pessoas de 40/50 anos, geralmente maiores de 18 anos, constatou André Luis Ramos, que trabalha na loja.

Sebo Fígaro
Rua Lamenha Lins, 62
Telefone: 3224-7795 / 3322-1310

Sebo Osório
Rua Barão do Serro Azul, 191
Telefone: 3224-3904

Livraria do Chain
Rua General Carneiro, 441
Telefone: 3264-3484

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

BOB DYLAN - O carteiro da República Livre


Para ler ouvindo: Bob Dylan (óbvio) - It's All Over Now, Baby Blue

Com apenas 10 dólares no bolso e um case com um violão detonado viajou pouco mais de 2000 km para chegar de Mineápolis – Minnesota, onde Bob estava cursando a faculdade e acabou largando, até a grande Nova York. A cidade estava coberta de neve quando Robert Allen Zimmerman pisou nela pela primeira vez em 1961, e isso mudou sua vida, a música mundial e de muitas outras pessoas radicalmente.

Rei do Folk, ou Rock, como quiserem, passará por aqui pela sua quarta vez. E dessa vez parece que os preços dos ingressos são tanto quanto salgados: 900 reais em São Paulo. Para quem estava a pouco tempo fazendo pequenos shows para os amiguinhos do seu neto, filho do belo Jacob Dylan, é um tanto quanto caro. Não acham?

As letras do Bob são mais que canções, são verdadeiros hinos para a época do pós-guerra nos EUA. “Canções sobre depravados contrabandistas de álcool, mães que afogam os próprios filhos, Cadillacs que faziam apenas 5 km por litro, enchentes, protestos sindicalistas, trevas e cadáveres no fundo de rios não eram para os amantes de rádio”, disse Bob certa vez a impresa.

Bob Dylan pensou várias vezes em parar com tudo. “Para mim já era o suficiente, eu já estava cansado da cena toda. Soubesse disso ou não, estava procurando parar por um tempo. Estava cansado de ser pressionado e martelado, esperavam que respondesse às perguntas. Era suficiente para saturar alguém”.

Pena que nem todos saibam da sua grandiosidade como letrista e sua super capacidade de compor. Bob compõe músicas como respira, dá raiva de acreditar que possa haver alguém com este tipo capacidade. Letras que você lê, olha, e fala: Por que eu não pensei em escrever sobre isso? Ou então coisas do tipo: Eu nunca pensaria em algo genial assim. Se você já pensou assim alguma vez já deve imaginar o sentimento disso tudo.

Certamente não há quem não se apaixone ao assistir Don’t look back, documentário de D.A. Pennebaker, que revela os bastidores da turnê britânica de 1965. Neste documentário há a presença de célebres como Joan Baez, Donovan e o tecladista do The Animals (uma banda bacana pacas, diga-se de passagem) Alan Price. Eu amei o documentário e garanto que mesmo as pessoas que não gostem do estilo de Bob, mas adoram um rock num clima de garoa londrina vai gostar do clima do filme também.

Bob é uma lenda viva, e isso é demais. É tão raro ter uma pessoa tão consagrada ainda compondo e fazendo shows (mesmo que custam os olhos da cara). Ai ai, como queria ter nascido 47 anos atrás, e em Minnesota... HAHAHA

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

SIM, MAIS UM TEXTO SOBRE ALIENAÇÃO


Para ler ouvindo: Rockz - Colorbar


- Você assiste TV?

- Não, a televisão aliena.

Com certeza, você leitor já deve ter ouvido essa frase pelo menos uma vez na vida. Deve ter saído da boca de algum semi-cult por aí. Aposto que esse que disse isso para você deve passar no mínimo 5 horas por dia no Orkut de alheios, msn’s e afins.

Quem é que disse que internet na aliena também? Que pode ser um belo instrumento de persuasão? Pois bem. Ficar horas e horas navegando é viciante. Eu mesmo que o diga. E eu adoro uma cultura inútil. You tube é fascinante, porém, voltemos ao assunto.

Agora há o divisor de águas. Se você diz que não assiste TV porque ela é uma manipuladora de mentes? Sim, que a “toda poderosa” Rede Globo é fruto do dinheiro dos porcos capitalistas dos EUA e ajudou a encobrir absurdos na Ditadura? Sim, eu sei. E muito bem que sei. E quem disse que a ultra invenção do caro Bill Gates é diferente de tudo isso e é um mar de rosas? Pense nisso.

E a invenção do Alexander Bain (sim, deu uma pesquisada básica no Google) não é de toda inútil. É saber ter paciência e procurar. Garanto que não só eu, muitos nem se dão conta disso. Aliás, vi esses dias no Futura que estão reciclando plástico (sim, aqueles malditos copos descartáveis que estão tomando conta do mundo) e fazendo deles uma espécie de madeira plástica. Fica igual madeira, não é tudo?!

São coisas que só canais educativos trazem para você. É amigo. Tudo depende da maneira e do ângulo visto. Cheguei a conclusão de que todo meio de comunicação manipula e aliena. Mas só alguns são vistos como tais, devido a importância deles na mídia ($$), entende?

domingo, 10 de fevereiro de 2008

CARNAVAL, PSEUDO-CHURRASCOS E AFINS



Para ler ouvindo: Rock Rocket - Por um Rock and Roll mais alcóolatra e inconsequente


Pseudo-churrasco. É, pode definir bem carnaval e festinhas de feriado. Churrasco de faculdade deveria se chamar cervejada ou coisa do tipo. Deveria ser proibido chamar de churrasco. Pelo menos eu, vou com aquela vontade de matar minha fome carnívora e nem um pãozinho com lingüiça tem. Mas o que isso tem a ver com carnaval? Não percebeu? A bebida, claro.


Cerveja, ou qualquer bebida alcoolizada que seja é o artifício mais eficaz para curar seca e outros fins. Todos viram amigos de infância e contam a vida um para o outro, se lamentam. Dois dias depois nem se olham no rosto. Mas no final das contas é divertido. Mas o pior de tudo vem aquela ressaca moral. Ou de você lembrar com detalhes do king-kong que pagou na noite passada ou do que você não consegue se lembrar, que é o pior. Aí você para e pensa: Não, eu não vou beber mais, nunca mais. Até aí tudo bem, espera só para ver quando chegar final de semana outra vez. É, vai repetir a mesma coisa outra vez. E assim por diante.


Apesar dos prós e contras ao famoso pseudo-churrasco, eu por exemplo já fiz muitos amigos em confraternizações do tipo. Tem que se aproveitar ao máximo o sintoma “amigo de todos” que o álcool nos deixa. Mas por favor, não faça isso com pessoas que você já conheça e saiba que elas não vão muito com a sua cara.


Dizem que o melhor é você não lembrar o que fez na noite passada, não é? Mas eu tenho uma teoria ao contrário. É sempre melhor você lembra, só finja que não lembra de nada. Isso fica mais fácil. Mas você estará completamente ciente das macacadas que aprontou. Principalmente quando alcança um estágio de não conseguir enxergar o rosto da pessoa a sua frente, mesmo quem na usa óculos ou quando se está a um palmo da pessoa. Reflexos em velocidade de lesma às vezes não são bons também. Quando você percebe o que estão fazendo já é tarde demais. É, tarde demais.


Por isso eu penso. Não, beber jamais. (Isso até final de semana que vem.) Boa ressaca!

SIGA-ME OS BONS




Para ler ouvindo: A cidade ideal – Saltimbancos (Chico Buarque)


Sim, sempre desconfiei da rede Globo e do grupo norte-americano Time-Life de alienar o telespectador brasileiro e por conseqüência o mirim. Vou explicar tal indignação: onde estão os desenhos animados que nos faziam brilhar os olhos (pelo menos os meus) diante da TV? Não, não caí num lugar comum. Não vou falar mal desses enlatados japoneses em grau 1000° de violência. Só gostaria de compartilhar minha saudade de: “Pelos poderes de Grayscow”; “Pela união dos seus poderes eu sou o Capitão Planeta”; “Olá classe, olá professor Tibúrcio; “Senta que lá vem a história”; “Macacos me mordam”; “Alô, alô, planeta Terra chamando”; entre tantos outros jargões que eram repetidos tantas vezes durante o dia.


Falar da infância é sempre muito bom, apesar de não fazer muito tempo que passei por ela, afinal, estou quase beirando meus 20 anos ainda. Mas vejo que assim mesmo que o tipo de programação infantil mudou muito. A novela infantil cheia de inocência como “Chiquititas”, hoje é representada por “Rebelde”, em que os protagonistas nem sequer são crianças e que gerou uma febre imensa por todo o país.


Nada contra a esse tipo de seriado. O problema é que as crianças, principalmente as meninas, estão se vestindo mais como “mini-adultas” e se esquecem de ser criança, de vestidinho rodado e tiara no cabelo. Isso é bem percebido em festas de criança. Todas as menininhas com bolsa (carregando não sei o quê), batom, lápis de olho e sandálias de salto. Um verdadeiro reflexo da mãe, que quer fazer da filha sua versão mirim.


Já que “Bouli, o boneco de neve”, “A Corrida Maluca”, “Thundercats”, “A Caverna do Dragão”, “Pica-pau”, “A Família Dinossauro”, “X - tudo”, “Ratimbum”, “Rei Babar”, “As aventuras de Tin-tin”, “Glub-Glub” e “Dick, o vigarista” não estão mais na programação, mato minha saudade no youtube. E falando sério, uma das coisas mais alucinantes que inventaram na internet.

O Lado E

Meu lado sobre notícias, fatos e opiniões.