
Espetáculos do Festival de Teatro são apresentados em lugares inusitados
Para ler ouvindo: Obsessão - Orquestra Imperial
Como a arte imita a vida, algumas companhias participantes do Festival de Teatro decidiram se apresentar em lugares inusitados e alternativos, dando mais realidade aos espetáculos. Um exemplo disso é a peça Faces da Loucura, da Companhia Essencial de Teatro., que fez do Hospital Nossa Senhora da Luz o espaço para sua encenação. O autor e diretor, Valdir Fagundes, diz que, por se tratar de uma peça que retrata a esquizofrenia, o Hospital centenário pode ajudar a dar um clima mais verídico.
As apresentações acontecerão em um espaço do hospital onde não há internos. Os móveis foram cedidos pelo hospital, como contribuição para o cenário. Fagundes revela que a equipe médica também está auxiliando, dando consultoria sobre tema para evitar que seja cometida alguma gafe.
A Companhia Ganesh de Teatro também inovou ao escolher o elevador do Centro de Convenções como palco – não poderia haver lugar mais propício, já que o nome do espetáculo é justamente Elevador. O autor da peça, Humberto Gomes, teve dificuldades em encontrar um espaço adequado ao perfil da montagem, que tem um advogado como personagem. O Centro de Convenções supriu as necessidades e não apresentou restrições à encenação da peça.
Além das escolhas inesperadas, serão inaugurados novos teatros para dar conta da enorme demanda de peças do Festival de Curitiba – são mais de 300 montagens. O Park Cultural, por exemplo, será inaugurado no dia 18, com o show da Orquestra Imperial, que também se apresenta no dia 19. O espaço comporta cerca de 700 cadeiras (ou entre 1000 e 1500 pessoas em pé). No mesmo palco, revezam-se os comediantes do Risorama. O Mish Mash é outro evento de humor que será realizado no lugar, combinando teatro improvisado, ilusionismo, teatro físico, dança e humor.
Para mais informações quanto aos endereços dos lugares e/ou horários das peças, consulte o guia do Festival ou acesse: http://www.festivaldeteatro.com.br/.
**Texto revisado por Luciana Romagnolli - jornalista.




