segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

BOB DYLAN - O carteiro da República Livre


Para ler ouvindo: Bob Dylan (óbvio) - It's All Over Now, Baby Blue

Com apenas 10 dólares no bolso e um case com um violão detonado viajou pouco mais de 2000 km para chegar de Mineápolis – Minnesota, onde Bob estava cursando a faculdade e acabou largando, até a grande Nova York. A cidade estava coberta de neve quando Robert Allen Zimmerman pisou nela pela primeira vez em 1961, e isso mudou sua vida, a música mundial e de muitas outras pessoas radicalmente.

Rei do Folk, ou Rock, como quiserem, passará por aqui pela sua quarta vez. E dessa vez parece que os preços dos ingressos são tanto quanto salgados: 900 reais em São Paulo. Para quem estava a pouco tempo fazendo pequenos shows para os amiguinhos do seu neto, filho do belo Jacob Dylan, é um tanto quanto caro. Não acham?

As letras do Bob são mais que canções, são verdadeiros hinos para a época do pós-guerra nos EUA. “Canções sobre depravados contrabandistas de álcool, mães que afogam os próprios filhos, Cadillacs que faziam apenas 5 km por litro, enchentes, protestos sindicalistas, trevas e cadáveres no fundo de rios não eram para os amantes de rádio”, disse Bob certa vez a impresa.

Bob Dylan pensou várias vezes em parar com tudo. “Para mim já era o suficiente, eu já estava cansado da cena toda. Soubesse disso ou não, estava procurando parar por um tempo. Estava cansado de ser pressionado e martelado, esperavam que respondesse às perguntas. Era suficiente para saturar alguém”.

Pena que nem todos saibam da sua grandiosidade como letrista e sua super capacidade de compor. Bob compõe músicas como respira, dá raiva de acreditar que possa haver alguém com este tipo capacidade. Letras que você lê, olha, e fala: Por que eu não pensei em escrever sobre isso? Ou então coisas do tipo: Eu nunca pensaria em algo genial assim. Se você já pensou assim alguma vez já deve imaginar o sentimento disso tudo.

Certamente não há quem não se apaixone ao assistir Don’t look back, documentário de D.A. Pennebaker, que revela os bastidores da turnê britânica de 1965. Neste documentário há a presença de célebres como Joan Baez, Donovan e o tecladista do The Animals (uma banda bacana pacas, diga-se de passagem) Alan Price. Eu amei o documentário e garanto que mesmo as pessoas que não gostem do estilo de Bob, mas adoram um rock num clima de garoa londrina vai gostar do clima do filme também.

Bob é uma lenda viva, e isso é demais. É tão raro ter uma pessoa tão consagrada ainda compondo e fazendo shows (mesmo que custam os olhos da cara). Ai ai, como queria ter nascido 47 anos atrás, e em Minnesota... HAHAHA

Um comentário:

Gabe disse...

oieeeeeeeeeeee eloa!!!
parabens pelo blog...
nao sabia q vc tinha um!!!!!!!

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